O “apagão” dos serviços de Análises Clínicas

Mesmo antes do colapso do sistema de saúde, já vemos a exaustão dos serviços de Análises Clínicas que vêm acontecendo pela falta de laboratórios com equipamentos e tecnicidade necessária. 

Nos últimos anos os laboratórios foram achatados entre o SUS, que não reajusta os valores pagos e as Administradoras de Planos, que ainda diminuíram esses valores.

Os laboratórios, sem alternativas, repassaram os exames mais complexos aos grandes laboratórios de apoio, que se tornaram então,  o grande fornecedor desse serviço. 

E todos sabemos  que qualquer indústria concentrada nas mãos de poucos acaba criando gargalos, que no nosso caso, é esse déficit das Análises e a extinção dos pequenos laboratórios. 

Os países como a Coréia do Sul, que têm conseguido responder razoavelmente bem a essa pandemia, definiu como estratégia, testar não só pacientes graves,mas também os com sintomas leves e até mesmo assintomáticos.

Infelizmente a grande maioria dos laboratórios do país não investe em novas tecnologias, devido o custo ainda ser um grande impeditivo. Precisamos de uma nova política para o setor, que dê novamente condições aos laboratórios de executar as suas Análises. 

É necessário a união dos pequenos e médios laboratórios brasileiros. São eles que estão encarando de frente a doença e a necessidade de dizer ao paciente “não temos como dar uma resposta a sua enfermidade”

Todos precisam se conscientizar que podemos participar de forma mais ativa e gerar novas oportunidades de negócio ao pequeno e médio laboratório. 

Talvez o maior ensinamento dessa crise para o setor seja: “Estamos indo no caminho errado”, pois em alguns anos o provável cenário é que restem pouquíssimos Laboratórios “fazendo Análise Clínica efetivamente”

Saúde não é e não  deve ser tratada como um simples negócio.

. Precisamos buscar um reajuste na tabela SUS.

. Conscientizar as Operadoras de Saúde que toda a cadeia é necessária.
. O governo precisa ajustar seus órgãos de controle, fiscalização e tributos para que esses não sejam barreiras para a chegada das novas tecnologias.

A análise Clínica não deve ficar presa ao passado.
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